segunda-feira, 23 de março de 2009

IMPRESSÕES QUE DEPRIME!


É duro viver um “eclesiastes existencial” sem Deus no mundo, como a maioria parece viver. É quando a pessoa realmente acredita que é possível ser feliz por conta própria, e acredita que há muitas coisas que podem dar sentido à vida. Ou seja: sem a consciência de que tudo é vaidade; e sem saber que o único ganho humano das lutas da terra, é a benção de comer, beber, se alegrar, amar alguém, ter companhia no frio e ajuda na queda; mas que tudo isto também só faz sentido sob o temor de Deus: que é feito de uma reverencia amorosa e um amor reverente, implantado no cerne do ser e do olhar. No entanto, sem essa reverencia amorosa e esse amor reverente no cerne do ser, nada na existência tem significado. No caso de alguém vivendo um “eclesiastes existencial”, a tendência mais comum é atribuir tanta tristeza à falta total de esperança que se tem de que o Brasil e o mundo melhorem. Esse é o pretexto da tristeza de muitos; e, mal sabem eles, que se o mundo inteiro estivesse sem guerras, ninguém passasse fome, nenhuma corrupção acontecesse, e todos os homens assumissem que todos têm direito a serem quem são, e a viverem com liberdade — desde que não oprimindo o próximo no exercício da liberdade individual —; ainda assim, estaríamos lamentando que os vizinhos não se falam; que alguém morre na casa bem acarpetada ao lado, e só é descoberto porque uma semana depois a arrumadeira aparece; que as pessoas ficam cada vez mais conectadas por meios virtuais e não presenciais; que as mulheres preferem usar vibrador porque os homens não estão à altura delas; que sexo vira algo como levar massagem de fisioterapia—não importando o parceiro—; tudo isso com muitas demonstrações de correção política, porém completamente sem afetividade na alma. Não adianta: sem transcendência espiritual não há nada que dê significado a uma existência sensível e pensante neste mundo caído. A contra-partida desse sentir é aquele que meu pai expressou a mim há poucos dias. “Eu, meu filho, ando cheio de alegria e regozijo. Tudo fruto da contemplação, pela fé, de minha herança em glória. Eu vou naquela linhazinha da contemplação. Pela fé eu intuo a maravilha da herança. Meu coração é arrebatado. É como se eu pudesse saber... Então, fico aqui no meu cantinho cheio de regozijo no espírito”. Para ele, a sua própria alma se tornou maior que o mundo; e tudo porque ele transcende em fé; e, pela contemplação que tem na ressurreição, o Portal que dá ao homem o poder de se alegrar na Terra, apesar de tudo. Vem-me à mente a declaração de Paulo de que se a nossa esperança em Cristo se limitasse apenas aos horizontes desta existência terrena, não nos restaria nada além de uma total desesperança. De fato é a Ressurreição de Jesus no tempo e no espaço o poder existencial que o Espírito Santo atualiza em nós, e que nos dá a alegria; alegria que vem da compreensão de que o destino da existência humana é gloria, conforme a gloria do Cristo Ressuscitado. Fica aqui minha mais sincera oração e desejo por todo aquele que esteja vivendo um “eclesiastes existencial” sem Deus na vida; para que essa pessoa tenha a chance de não morrer amargurada; tendo ainda a chance de experimentar a revelação da Graça e do Amor de Deus; por cujo novo olhar ela verá que o mundo é o mesmo; porém, completamente diferente.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Reflexão sobre o filme: Uma Mente Brilhante


A FÉ E O AMOR NOS SALVAM DAS ILUSÕES MENTAIS

No filme “Uma Mente Brilhante” (“A Beatiful Mind”) sobre a vida do Matemático Americano John Forbes Nash, Russell Crowe interpreta o papel de um homem acometido por esquizofrenia, e que apenas sobreviveu em condições mínimas de trabalho e produtividade em razão de ter confiado no amor de sua mulher Alcia Nash.



Na entrega do “Oscar” ambos aparecem juntos conforme mostra o link abaixo:



http://video.aol.com/video-detail/john-e-alcia-nesh-ah-e-e-o-nobel/455168281



Entretanto, o que me leva a evocar a memória do filme (2001) é o fato simples e poderoso que ele apresenta: a mente precisa de aferidores externos a fim de encontrar sua saúde e equilíbrio.



John Nash, brilhante, superdotado, venturoso em tudo o que fazia, subitamente começou a entrar num mundo paralelo tão real quanto tudo o mais que ele chamasse de real, com a diferença de que somente ele via o que via, e, portanto, tratava-se de algo subjetivo e não real para o resto do mundo.



Sua salvação não da esquizofrenia, mas sim da “loucura”, só foi possível porque ele admitiu a esquizofrenia, entregando suas decisões sobre o que era ou não real entre as coisas que via, ao julgamento de sua esposa.



Assim, confiando no juízo e no discernimento da esposa, e, sobretudo no seu amor por ele, foi que Nesh conseguiu viver com a esquizofrenia sem enlouquecer.



De vez em quando ele tinha de perguntar à sua mulher se as pessoas que estavam diante dele eram reais ou apenas subjetivas em sua percepção, e, assim, conseguiu, mediante a fé no amor de sua mulher, encontrar o termo de aferimento de sua própria realidade.



Esquizofrênicos de um grau ou outro, todos nós somos. Pode-se até não ver coisas ou ouvir vozes, porém, o elemento de falsificação do real habita as mentes de todos nós.



Sim! Nossas mentes são desconfiadas e cheias de impressões falsificadas.



Pensamos coisas sobre os outros que não são reais e interpretamos a vida com critérios de uma subjetividade que raramente casa com os fatos reais da existência.



É assim que o tímido é visto como arrogante silencioso, o falante é percebido como metido, o quieto é olhado como fraco, o prestativo enxergado como interesseiro, o recluso como anti-social, o triste como infeliz, o belo como bom, o feio como mal e o simples como tolo.



De fato quem se entrega à sua própria “disposição mental”, diz Paulo, acaba enlouquecendo dentro do padrão social aceitável da loucura, mas nem por isto fica livre de ver, ouvir, pensar e interpretar de modo equivocado a vida e o próximo.



Para Paulo, entretanto, o aferimento da realidade deveria ser feito de modo existencial pela Palavra.



Isto porque sem a Rocha da Realidade que é a Palavra Revelada, todos nós de um modo ou outro vivemos em “viagens”.



O outro está louco e viajante em suas percepções sobre nós; e nos vê, ouve e julga por tais subjetividades; e, assim, provoca em nós uma outra falsificação: a do modo como o outro no vê; e a cuja percepção equivocada nós determinamos enfrentar, fazendo com que nossa própria mente caia imediatamente em outro terreno de subjetividade que afetará daí em diante a nossa própria percepção do outro e de nós mesmos, pondo-nos numa vereda de ilusão.



Quando Jesus mandou que não julgássemos Ele estava dizendo que o juízo equivocado (como quase sempre é em parte ou no todo) passa a ser o critério de nossa mente. Por isso é que com a medida com a qual medimos somos também medidos.



Todos os dias vejo como tais estados se tornam padrões inquestionáveis e fixos. E como a maioria não tem uma Alicia Nesh a fim de confiar e encontrar o termo da realidade, as pessoas vão engessando o padrão da interpretação enganada como realidade.



A salvação de John Nash esteve e está no fato de ele confiar no amor de sua mulher por ele, e, assim, conferir com ela o que era ou não real.



Ora, no que tange a Palavra como referenciadora do que seja ou não real conforme Deus para nós, seu poder de cura e equilíbrio para a mente vem da fé, assim como aconteceu com Nesh.



Sim! Se eu não me disponho a crer no amor de Deus por mim, e se não me ponho na estrada da fé que confia em Seu amor revelado em Cristo, conforme o Evangelho, e se não me entrego a tal realidade pela fé, fazendo aquietarem-se as minhas próprias impressões e juízos — sem dúvida eu e você ficamos loucos ou com a mente falsificada em suas apreensões da realidade.



Portanto, hoje, verifique quais são suas certezas sobre a vida e as pessoas, e veja se elas conferem com o que a Palavra diz.



É a fé na Palavra aquilo que pode me salvar de minhas próprias construções e miragens.



No entanto, ter gente de bom senso e de confiança, e que nos ame, sempre sendo consultados sobre nossas próprias impressões, é algo vital para a saúde de nossas mentes.



Fé e amor continuam a ser os únicos elementos capazes de preservar a integridade de nossas mentes num mundo de falsificações e de construções alucinadas.



Pense nisso!

quinta-feira, 12 de março de 2009

UMA BREVE HISTÓRIA DE ISRAEL E DO ATUAL CONFLITO COM OS PALESTINOS!





Porque haverá grande angustia na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. — Jesus, em Lucas.


Abraão saiu de Ur dos Caldeus a fim de herdar uma terra. Peregrinou sobre essa tal terra décadas e décadas, comprou pedaços dela, mas não a viu sob seu poder jamais. Nem tampouco seu filho Isaque a viu como status de propriedade, exceto pela fé; e os netos de Abraão, Jacó e Esaú, também jamais viram a “terra da promessa” como uma promessa que para eles se cumprira.

Foi somente depois de 430 anos de cativeiro no Egito dos grandes faraós, que o povo de Abraão, os Hebreus, pela primeira vez tentou herdar no braço a terra que Deus dera a Abraão pela fé.

Todavia, foi apenas no tempo do rei Davi e de seu filho Salomão que os filhos de Israel tiveram pela primeira vez o real domínio da “terra da promessa” feita a Abraão.

No entanto, durou pouco, pois, com a morte de Salomão, os próprios filhos de Israel se separaram, dividindo-se em dois reinos: o do Norte e o do Sul, o último com sede em Jerusalém.

Ambos os reinos pecaram muito contra Deus e contra a vida, e, por isso, a seu tempo, foram levados para cativeiro.

É, no entanto, o cativeiro do reino Sul de Israel — o reino de Judá, com sede em Jerusalém —, que ganha importância vital na narrativa bíblica, pois, entre outras coisas, o reino do Norte, no cativeiro que experimentou, acabou se diluindo e perdendo a identidade cultural, genética e espiritual, segundo os critérios religiosos dos “filhos de Israel”.

Depois de 70 anos em cativeiro na Babilônia os filhos de Israel do reino Sul, da tribo de Judá, receberam permissão para voltar à sua terra, à Jerusalém, e reconstruírem a cidade que fora destruída.

Eles o fizeram, mas, depois do exílio em Babilônia, jamais de fato foram soberanos sobre a terra, tendo sempre que estar sob alguma forma de vigilância ou domínio ou mesmo de convivência perigosa.

Estiveram sob o domínio grego Ptolomeu e Seleuco durante dois séculos. Revoltaram-se e conseguiram quase 100 anos de independência angustiada, quando da Revolta dos Macabeus.

Entretanto, os Romanos chegaram, e, com eles, o domínio de muitas bestas. Foi nesse tempo que Herodes, o Grande, se apoderou da terra e do reino em Israel.

Naqueles dias a terra já começava a ser chamada de Palestina. Foi nesse período que Jesus nasceu.

Assim, pode-se dizer que a vida física de Jesus aconteceu sob o domínio Romano.

Israel tinha liberdade para habitar e governar os aspectos morais e religiosos do país, da terra de Israel, ou, Palestina, como preferiam chamar os Romanos.

Os Romanos, assim como os gregos antes deles, preferiam chamar a terra de Israel de Palestina, a fim de não dar status tão particular à nação de Israel, pois, era politicamente melhor para os Romanos chamarem a terra por um nome e a nação por outro, diminuindo assim a força da identidade daquele povo, cuja força de identidade nem os Romanos e nem nenhum outro povo na história da civilização jamais possuiu tão fortemente.

A terra dos filhos de Israel fora antes chamada de Terra de Canaã, em razão de que ali viviam antes os cananeus e povos de cultura semelhante à deles. Depois se tornou apenas Israel. Os gregos já chamavam a terra pelo nome Palestina. Mas foram os Romanos os que consagraram o termo ligado àquela região.

O nome Palestina decorre do nome da região sul de Israel, onde hoje é a Faixa de Gaza, e que é assim chamada em razão dos Filisteus que ali viveram anos, conforme as narrativas bíblicas. Ora, o nome original era Philistia, que, com o tempo, virou Philistin, e, depois, Palestina.

No ano 70 depois do nascimento de Jesus a cidade de Jerusalém foi destruída, conforme a predição de Jesus, e também conforme Ele os judeus foram dispersos para todas as nações da Terra.

Quase dois mil anos passaram desde então, e, durante esse longo lapso de tempo histórico, os filhos de Israel jamais deixaram de ter judeus morando e vivendo na Palestina. Além disso, os Samaritanos, que são os remanescentes do reino Norte de Israel, também jamais deixaram de viver na região da Samaria, hoje Cisjordânia.

Israel, no entanto, passou a ser apenas um nome da Bíblia, para os Ocidentais e para o mundo em geral, sendo que havia gente que pensava que Jerusalém nem mais existia, e isto até bem pouco tempo atrás, tamanha era a força da suposta realidade de que o Israel da Bíblia acabara, tendo sobrado apenas os chamados judeus; e esses como cidadãos errantes do mundo, uma espécie de ciganos de elite do Planeta.

Israel nunca teve vida fácil. Desde Abraão que a existência é dura para Israel.

Da destruição de Jerusalém pelos Romanos até hoje, eis em síntese o que aconteceu:


No ano 68, isto é, apenas cerca de 40 anos depois de Jesus ter dito as palavras acerca da destruição de Jerusalém e a Dispersão dos Judeus, o general romano Tito foi enviado com as suas tropas para controlar uma rebelião judaica nacionalista. Após dois anos de cerco, os romanos entraram na cidade e dizimaram a população. A fúria dos romanos, certamente provocada pela resistência judaica, foi de tal ordem que incendiaram praticamente a cidade inteira, incluindo o Templo. Cumpriu-se literalmente a profecia de Jesus: não ficou «pedra sobre pedra».

Os judeus sobreviventes foram vendidos como escravos e o povo em geral foi disperso por muito lugares. A partir do ano 70, Israel deixou de existir como nação com um território próprio. Os judeus espalharam-se por muitas nações, procurando sobreviver em condições de grande adversidade.

Ao longo de séculos, foram constantemente e irracionalmente perseguidos. Nas fogueiras e nas prisões do Santo Ofício, milhares pereceram às mãos da Inquisição. Os progroms e o anti-sionismo dos países da ex-União Soviética perseguiram, prenderam e mataram muitos judeus.

Ora, todos nos lembramos da famosa «solução final» de Hitler nos campos de concentração nazistas, onde seis milhões de judeus foram aniquilados, numa operação macabra de morte que ainda hoje continua a chocar as nossas consciências.

Após a destruição de Jerusalém no ano 70 de nossa era, os romanos ergueram uma nova cidade - Aelia Capitolina - sobre suas ruínas. Os judeus eram proibidos de entrar no seu antigo lugar de culto.


No século 4º, a Terra de Israel fazia parte do Império Bizantino; Jerusalém tornara-se um cidade cristã, e legiões de peregrinos vinham visitar os locais relacionados ao advento do cristianismo.
Os árabes muçulmanos, comandados pelo califa Omar, conquistaram Jerusalém em 683 e construíram o Domo da Rocha no lugar do primeiro e segundo Templos. Os judeus tinham novamente permissão para viver na cidade, administrada durante os quatro séculos seguintes pelos califas muçulmanos, desde suas capitais em Damasco, Cairo e Bagdá.
Jurando libertar Jerusalém do Islã, os Cruzados e seus exércitos partiram da Europa em 1096. A conquista da cidade foi acompanhada pelo massacre de seus habitantes judeus e muçulmanos. Durante quase um século, Jerusalém foi a capital do Reino Latino da Terra Santa.
Saladino, Muçulmano do Curdistão, conquistou Jerusalém em 1187 e permitiu o retorno dos judeus à cidade. Os quase quatro séculos de domínio muçulmano foram marcados por negligência: a população da cidade minguou e as muralhas se arruinaram. Somente no início do domínio turco otomano, no princípio do século 16, Jerusalém recuperou parte de seu antigo esplendor.
No século 19, com o enfraquecimento do poder otomano e o despertar do interesse europeu pela Terra Santa, o atraso medieval cedeu diante do progresso ocidental. Jerusalém expandiu-se, e por volta de 1840, o número de habitantes havia aumentado consideravelmente, sendo que mais da metade eram judeus.
No fim da 1ª Guerra Mundial (1917), o general inglês Allenby aceitou a rendição da cidade por parte do prefeito de Jerusalém, finalizando o domínio otomano. Durante os 30 anos seguintes, a cidade foi a sede administrativa do mandato britânico. Durante esta época, o povoado estagnado e abandonado transformou-se em cidade florescente.
Na atualidade a cidade de Jerusalém tem sido palco de inúmeras disputas entre as três maiores religiões que ali se instalaram: judaísmo, cristianismo e islamismo! Esta disputa é feita palmo a palmo, pois as três religiões reivindicam os locais sagrados de Jerusalém.
Os judeus dizem ter direito à cidade, pois ela sempre foi a capital do Estado de Israel, e foi sempre ali que seus antepassados viveram, foi ali que os profetas entregaram as palavras ditas pelo Eterno à nação, etc...
Os árabes dizem ter direito à cidade, pois quando os judeus foram dispersos pelo mundo no ano 70 d.C., eles então se apossaram da cidade e do país e reivindicam então sua posse.
Os cristãos da mesma forma, pois durante os períodos de conquistas, eles passaram por Jerusalém e ali estabeleceram marcos históricos presentes até a atualidade na cidade! Eles edificaram igrejas (católicas) e afirmam que a cidade é seu patrimônio, pois Jesus Cristo (considerado por eles o fundador do cristianismo!) viveu, padeceu, morreu e ressuscitou ali!
A controvérsia está longe de ser decidida e percebemos que desde sempre existiu uma pressão dos países considerados como "potências" mundiais para que haja tolerância em Jerusalém! Jerusalém é tida como "Cidade Universal", reclamada para tornar-se o catalisador mundial das religiões!


Ora, nos últimos dois mil anos, além de todas as lutas e perseguições anteriores, os judeus, filhos de Israel, sofreram mais do que qualquer outro povo na história humana.

E mais:

Nunca um povo experimentou e sobreviveu a tanta ira espalhada pela Terra!

Depois do “Holocausto”, termo hoje abominável aos “politicamente corretos” da mídia e da intelectualidade, os judeus receberam permissão da ONU para voltarem à Palestina, mas apenas para tentarem a vida lá; numa terra que depois de ter tido todos os tipos de ocupantes e de ocupação, agora, depois de 1948, estava sob o domínio Inglês e Jordaniano, com supremacia do status religioso dos Islâmicos, desde que os Cruzados perderam a “Terra Santa” de vez para os Mulçumanos no inicio do 2º Milênio desta era.

Os judeus já vinham comprando terras na região desde muito antes da ONU decidir mandá-los de volta para lá, para a sua terra, a terra de seus pais, da qual haviam saído não por livre vontade, mas por deportação, no ano 70 desta era.

A terra estava quase que completamente abandonada. Era pântano para todo lado, com muita doença; e, no Norte, na Galileia, muita era a malaria que atacava a todos os que ali obrigados a viver; e que lá não viam nada de bom.

Jerusalém só interessava em razão de sua importância religiosa para os Islâmicos também, mas, na pratica, a terra toda estava em estado de avançada desertificação, ou, então, entulhada de pedras ou tomada pelos pântanos.

Os judeus chegaram estabelecendo Kibutz. Comunidades agrícolas e comunistas na gestão de tudo. Receberam mão de obra de outros judeus que logo começaram a afluir para a terra de seus pais.

Não demorou e os Kibbutzs começaram a ser atacados pelos árabes islâmicos, tanto Palestinos, quanto Egípcios, Sírios e Jordanianos.

Trabalhavam com uma mão e empunham a arma na outra. Anos e anos a fio. Então, depois de muitas guerras contra essas forças, Israel tomou parte da cidade de Jerusalém. Foi a Guerra da Independência, mas o status da cidade de Jerusalém foi mantido, com a supremacia dos Islâmicos sobre a área mais sagrada da terra: a Monte do Tempo; onde estão as Mesquitas de Omar e El Aksa.

Depois os Egípcios atacaram na chamada Guerra dos Seis dias, mas foram vencidos, não tendo tipo a cidade do Cairo tomada pelos exércitos de Israel por pedido encarecido da ONU.

Então, no inicio da década de 70, os Sírios e os Egípcios atacaram outra vez de surpresa, só que agora no Dia do Perdão dos Judeus.

Outra vez, quase depois de vencidos, Israel virou a guerra, e, ao Norte, empurrou os Sírios de volta, e, ao sul, desbaratou os Egípcios. Outra vez a cidade do Cairo, no Egito, tanto quanto Damasco, na Síria, não foram tomadas em razão de encarecidos pedidos da ONU.

Israel, todavia, depois de ter sido invadido oficialmente duas vezes, e, centenas de vezes alvejado por torpedos Sírios, lançados de sobre as Colinas de Golan, decidiu não mais devolver Golan aos Sírios, pois, de cima das colinas eles atacavam sistematicamente, durante anos e anos.

Com a supremacia definida de Israel na região, definitivamente estabelecida de 1974 para frente, reinou um período de certa tranqüilidade alguns anos.

Arafat, no entanto, praticava sistematicamente o terrorismo, sempre na intenção de provocar um levante na terra.

De 1977 para cá, tudo o que aconteceu por lá, posso dizer que vi com os meus próprios olhos, e, em algumas ocasiões, eu estava lá quando havia conflitos como o que agora se vê.

Quando vejo os ataques de Israel em resposta aos ataques do Hamas, sinto muita dor pelos inocentes Palestinos.

Vejo-os sofrendo como os inocentes moradores de uma favela do Rio, tomada por traficantes, em guerra com forças do Estado, e, usando o povo como escudo para o enfrentamento.

Ora, internamente os Palestinos estão mais divididos do que a mídia anuncia.

De fato, o que vejo é perverso em todos os sentidos.

É perverso porque os inocentes Palestinos estão sendo usados covardemente pelo Hamas. É perverso porque as autoridades de Israel estão exagerando em muito na medida da resposta. Perverso porque não há solução na cessação de nada, pois, o Hamas não cessa nada nunca. Perverso porque a estratégia do Hamas é fazer o que está fazendo a fim de por o mundo em grande ira contra Israel. Perverso porque não se divulga nada com isenção, e, em não se fazendo, apenas aumenta-se o ódio reinante e as reações de ambos os lados.

O fato é que Israel é atraidor de Ira!

Ira entre os povos!

E que Ira é essa?

Ora, além de que Israel é o povo cultural e geneticamente mais uniforme do Ocidente da Terra, é também o povo que mais contribuiu proporcionalmente para tudo o que o mundo chama avanço e genialidade cultural, artística, intelectual, filosófica e cientifica.

Os próprios Árabes, primo-irmãos dos Judeus, nem de longe lograram a homogeneidade que os de Israel conseguiram, e, muitos menos, tiveram ou têm o avanço de consciência que os judeus possuem.

O terrorismo Árabe-Palestino ou Árabe qualquer coisa, não dá chance à paz.

Quem pode negociar com seqüestradores?

Quem pode negociar com terroristas?

Quem pode negociar com quem joga um jogo para o mundo e outro para dentro?

Quem pode negociar com quem ganho o Nobel da paz para fora, para o mundo, e, ao mesmo tempo, incentiva o terrorismo?
Pior:
Quem pode negociar com quem diz que o único negócio é extinção total do "inimigo judeu"?

Assim, com toda razão Israel ataca, e, fica sem razão por atacar atingindo os civis, mas não tem alternativa, pois, não fazendo o que faz, não agüentara as pressões internas. Ao mesmo tempo em que fazendo o que está fazendo, atrai a Ira do mundo contra si mesmo, o que, no caso de Israel é um perigo, posto que por razoes que nem as pessoas compreendem, os filhos de Israel existem sob a Ira da inveja e do desconforto espiritual dos povos.

Israel é objeto de todas as iras: as justificáveis e as injustificáveis!

E é assim porque Israel é um elemento pivotal no elemento profético da existência humana!

Quem lê, entenda!

CONSCIENCIA DE AMOR A DEUS E RAIVA DE DEUS


O CAMINHO ENTRE O AMOR A DEUS E RAIVA DE DEUS!

Leitura: o livro do Profeta Jonas.

A coisa mais fácil do deste mundo é alguém deixar de ser quem era, e, assim, passar a ser o que nunca desejou ou até mesmo aquilo que um dia abominou.
Basta não sair do lugar. Basta ficar estático. Basta não atualizar a existência aos fatos da vida. Basta achar que se existe para que se não mude... Basta crer que gente séria não refaz as contas, os cálculos e as decisões.
Sim! Basta não fazer nada, e buscar manter de modo engessado o que um dia foi bom, que, sem que se note, tudo muda, a gente se torna outra coisa, e não fica nem sabendo...
A pessoa pode ter amado a Deus. Pode ter se dado à causa da fé. Pode ter crido com tanta intensidade que se tornou como um profeta, mas, ainda assim, perder-se no caminho, embora sem deixar de afirmar que crê em Deus.
Para que isto aconteça, basta que uma coisa que não seja amor se estabeleça em nós!
Sim! Basta que algo como religião, ou política, ou dinheiro, ou poder, ou fama, ou conforto, ou certezas sempre certas — se estabeleçam em nosso coração; não necessariamente todas elas, e nem tampouco de uma vez... Na realidade, é suficiente que apenas uma delas crie raízes em nós a fim de que nos percamos sem notar.
Foi assim com Jonas, o profeta bíblico.
Um dia ele fora um homem apaixonado por Deus. No entanto, sem que ele notasse, seu sentir foi se tornando cada vez mais político e menos profético...
Então, chegou o dia quando Jonas já era mais um israelita militante, cheio de ideologia, do que um profeta isento... e capaz de ouvir a voz de Deus em qualquer que fosse a direção.
Mas Jonas não sabia disso... Na realidade ele ficara com tanto ódio do inimigo de seu povo, os Ninivitas, que, agora, já nem sentia mais que seu coração perdera a singeleza e a simplicidade da fé.
O processo fora sutil... Muito sutil.
O fato, no entanto, é que como Jonas um dia amara tanto a Deus que se tornara Sua boca, seu profeta, agora, equivocadamente, julgava que tudo quanto ele sentisse tinha que ter a ver com Deus.
Ora, quando alguém julga que é tão de Deus que já nem precisa mais aferir seu próprio coração e motivações, tal pessoa entrará em um processo de “jonasnização” sem que o perceba.
Assim, o homem começa amando a Deus. Depois, sendo profeta, passa a crer que suas palavras em nome de Deus precisam ser honradas. Então, já não admite que a causa seja de Deus e que Ele trata o que é Dele como Ele bem entende. E, ao final, quando Deus fala e diz o que a pessoa não quer reproduzir, o destino é a fuga...
Ora, a fuga de Deus remete o homem ao coração do abismo...
No entanto, nem o abismo curara tal homem!...
Desse modo, o antes profeta, pode até se render ao dever e ir pregar aos inimigos, mas, ainda assim, torcendo contra o amor de Deus.
O fato é que quando o homem começa a torcer contra o amor de Deus, o resultado é a imbecilização de sua existência e percepção do mundo.
A pior mente, a mais falsificada, a mais cega, sempre será a daquele que um dia julgou ver!
Sim! Ele ficará cegado pela Luz de um dia..., mas que já não brilha mais.
No fim o homem fica brigando com Deus. Odeia a Deus até pela Graça que o socorra como alivio...
O destino de tal homem é a amargura.
Será de Deus cheio de ódio por Deus e pelo Seu amor gracioso, posto que por tal amor, Deus não terá feito a justiça que agora os caprichos do profeta desejassem que viesse a acontecer...
Caso não se converta ficará prostrado, com raiva de Deus e dos homens, com a vida reduzida ao dilema que não vai além da erva e do calor do sol...
A Bíblia não conclui a história do profeta que virou jardineiro de ervas: Jonas. Mas deixa o espaço para que se julgue como teria sido diferente se Jonas apenas tivesse amado mais a Deus do que a sua ideologia política... ou a sua instituição religiosa.
No entanto, o silencio do texto quanto a continuar a história... é pedagógico; posto que Jonas, do jeito que estava, caso não se rendesse ao amor de Deus por todos os homens, morreria como quem um dia foi, mas já não é...
Seria esse o seu caso?
Agora, faça-me um favor: leia o livro de Jonas.
O resto é com você!...
Decida que final a sua história de Jonas terá...
O final dessa história só pode ser concluído em minha vida, e na sua também.

quarta-feira, 11 de março de 2009

CONSCIENCIA DO ESSENCIAL


Porta é estreita porque ela é a porta do Caminho do amor. Que pode haver de mais divino que o amor, e, ao mesmo tempo, tão pouco escolhido quanto ele? O que pode haver de mais duradouro e eterno que o amor, e que seja mais rejeitado do que ele? Que há que possa ser antes do amor, e, apesar disto possa ser deixado tão para depois quanto ele? É sabido que quanto mais uma pessoa cede, mais abusada ela é. É sabido que quanto mais generoso alguém for, mais abusado será. É sabido que tanto mais quanto uma pessoa seja longânima, paciente e misericordiosa, tanto mais levada aos extremos de cada uma dessas coisas ela será, visto que por sua paciência, grande será sempre o abuso que ela sofrerá de quase todos. Assim, a Porta é estreita porque ela leva para o caminho do amor. E nada há que os nossos instintos mais aborreçam do que o amor. Quem gosta de ser abusado? Quem aceita ser provocado? Quem está disposto a perdoar sempre? Quem se oferece para assumir responsabilidades mesmo sabendo que o preço será ser sempre cobrado? A maioria foge. E muitos praticam o mal apenas para não serem importunados. Esse é o perverso controlado e pragmático. Ele não quer é ser importunado. Por isto ele não quer se envolver com a bondade e a misericórdia, pois sabe que todo aquele que se deixa enlaçar nas redes do amor e seus frutos, certamente muito sofrerá; visto que a maioria apenas sabe demandar, e adora passar por mal apenas para não ter o trabalho de responder com o bem. Os preguiçosos existenciais tornam-se maus porque têm preguiça de amar. Portanto, se você não quiser ser importunado, seja pragmático, grosso, estúpido, intolerante, aprenda a capacidade de surtar, faça xixi na sala uma vez, que é para que todos tratem você como um rei maluco, fazendo de tudo para você não se sentir molestado de modo alguém. Se você não quiser ser molestado não cometa nenhuma bondade, e não se vicie nela, pois os resultados não serão em seu favor; isso se você não gostar de ser importunado pela vida. Esta é a trilha mais escolhida, pois são muitos os que andam por esse caminho, pois ele é largo. Se você, no entanto, quiser ser agido pelo amor, então, saiba: você será sempre aquele que deve, e será sempre aquele que pensa no melhor para todos; e todos esperarão que você faça tudo pelo bem deles; de modo que você nunca estará isento, pois de você todos esperarão todas as coisas que eles detestam praticar como bem, como tolerância, como misericórdia, e como empenho pela paz. Esta é a trilha menos percorrida, pois são poucos os que acertam com ela. Isto porque a porta é estreita; e poucos são os que se deixam seduzir pelo encanto do amor pela vida, que é também paz e alegria simples. É muito estreita a vereda do contentamento. E a maioria se sente otária quando anda por ela. Só que a Porta Larga pedra o ser, e gera morte; a Porta Estreita, porém, cria o ser, e gera vida.


Para Pensar!

FÉ, CONTRADIÇÃO E PARADOXO!



De fato, a Física é uma ciência de crianças. Nela tudo é mais mistério que revelação, mais incerteza que certeza, e mais contradição que uniformidade. E é de Física que estamos falando, não de Deus. Quando falei de “contradição” de fato eu quis dizer isto mesmo. Contradição, pelo menos até que haja a revelação da síntese convergente, que, para nós, é Cristo, em quem tudo subsiste. Mas a Física não conta com esse “vértice unificador”, e o caminho dela é diferente do caminho da Fé, ainda que não se faça nada nem na Física nem em qualquer outro campo, se não houver fé. Alguém diria que é a dúvida que faz a ciência a ser ciência. Todavia, eu creio que se é a dúvida que levanta a questão, é a fé que impele o duvidoso a buscar uma resposta. Sem fé também é impossível fazer ciência. Sobre a contradição falada entre o Macro Cosmo e o Micro Cosmo, apresentarei uma ilustração. De fato, trata-se de uma ilustração criada por Heisenberg. Nela ele ilustra o princípio da Incerteza criando um Cartoon que tem como personagens alguns dos principais proponentes de teorias Físicas. Desse modo, Heisenberg aparece apontando para baixo com sua mão direita para indicar a posição de um elétron, e apontando para cima, com a outra mão, para a onda da energia oriunda do elétron. Isto porque, num dado momento, quanto mais certeza temos sobre o “momentum de um quantum”, menos certeza podemos ter de sua exata posição. Então aparece Bohr, outro grande nome, e que gesticula para cima com dois dedos para enfatizar a natureza dual e complementaria da realidade. O quantum não observado é ambos, partícula e onda; mas qualquer experimento só pode mostrar uma forma ou outra, não ambas; visto que a indicação da realidade de um das realidades—partícula ou onda—remete a outra para a inobservabilidade. Bohr argumentava que as teorias sobre o universo necessariamente devem levar em conta os efeitos do observador em qualquer medição de quanta. O observador pode alterar a coisa observada pela simples observação do ambiente que observa. Bohr e Heisenberg chegaram à conclusão que qualquer previsão na mecânica quântica pode, no máximo, ser limitada a uma descrição estatística de um comportamento de grupo, mas nunca em relação ao ente-individual na dimensão sub-atômica, visto que a certeza sobre um, remete o outro para a não observabilidade, conforme já disse antes. Ora, na ilustração—no cartoon—Einstein aparece revoltado contra a revolução quântica e diz que ele não podia crer que Deus brincava de dados com o universo. Assim, Einstein protesta a fim de indicar que ele acreditava que o universo poderia ser descrito com uma única equação de campo unificada. Einstein descobriu a relatividade do tempo, a relação matemática entre a energia e a matéria. O restante de sua vida ele passou tentando formular uma teoria de campo unificada. Muito embora nós agora precisemos utilizar a probablidade para descrever os eventos quânticos, Einstein esperava que no futuro se pudesse encontrar uma ordem escondida na mecânica quântica. Na ilustração de que falei é Feynman, todavia, quem “toca os tambores”, com os diagramas de partículas virtuais se levantando como notas musicais. Ele inventou a Eletro-Dinâmica-Quântica, o sistema mais prático de resolver problemas em mecânica quântica. Feynman renormalizou os infinitos que impediam soluções exatas de equações quânticas. Na ilustração desse Dilema Físico há um gato, que é Schrodinger. Ele está sorrindo e se esfregando em Bohr. Há também uma mulher em azul, que é Nut, a deusa egípcia do Céu. Ela lança dados nas costas de Einstein, e está dando à luz uma chuva de partículas elementares—isto tudo no cartoon do qual falei, e que me foi enviado, via Internet, por meu filho Ciro. Einstein diz: - Deus não joga dados com o universo! Bohr responde: - Quem é você para dizer o que Deus faz! Hawkings complementa: - Deus não só joga dados, como também, às vezes, resolve esconder os dados que ele joga. Assim, no Macro Universo, Energia é igual a Massa, vezes a velocidade da Luz ao quadrado. Esta é a equação de Einstein. Ora, esta é a Lei da Relatividade, mas que carrega em-si um absoluto: a velocidade da luz é uma constante. No mundo quântico, todavia, as interações entre as partículas ocorrem de um modo mais rápido que a velocidade da luz, e independente de distancia, tempo, ou mesmo da realidade da partícula com a qual se interage; podendo haver até interação com uma “possibilidade” de partícula, mas que não existe como tal para o observador; ou seja: pode haver interação com uma partícula não identificável, que nesse caso, para quem observa, é uma interação com uma “probabilidade de existência”. Nesse caso, a suposição é que a interação seria com algo que existe para a partícula que com essa realidade interage, mas que não está disponível para o observador como algo detectável. O que é um elétron? Ele é uma partícula e ao mesmo tempo uma função de onda. Ora, isto é o que cria o Paradoxo da Incerta, que é até agora uma Contradição, visto que é sobre certezas que vivemos. Todavia, nosso Macro Universo de muitas certezas—afinal, os fenômenos dele se repetem em obediência a Leis Constantes—é alimentado por realidades que existem em total incerteza—no mundo quântico—, e que dão à Luz uma constante, embora a matéria constitutiva da Luz seja feita de algo que é mais veloz que a Luz, e que pode viajar independentemente de tempo-espaço. Ora, isto é Contradição, pelo menos por hora; e, mesmo sendo contraditório, ainda assim é inegável como fato. Afinal, eu estou usando, enquanto escrevo este texto, ambas as coisas: a certeza que me vem do elétron, e a mecânica das incertezas, e que habita o “interior de uma Certeza Maior”. Assim, as certezas que temos no Macro Universo são constituídas das Incertezas Reais existentes no Micro Universo. Desse modo, quanto mais certo você está da posição do elétron, mas incerto da energia, e vice versa. A Física ainda está a procura de uma variável de unificação, conforme o sonho de Einstein; mas até agora nada. O paradoxo é que a Luz é constante; mas o elétron tanto é partícula quanto onda, assim como também viaja em velocidade mais rápida que a Luz; sendo que todas as coisas das quais nos utilizamos para produzir equipamentos tecnológicos baseiam-se em eletricidade—elétron—, enquanto se sabe que o próprio elétron é, em si, ou melhor, em suas próprias vísceras, pura incerteza. Assim se poderia dizer que nossas Macro Certezas se baseiam em realidades nas quais o que prevalece é o Princípio da Incerteza, visto que no Micro Universo—do quantum—, se se tem certeza sobre a posição da partícula, não se terá nenhuma certeza sobre sua velocidade, e vice versa. Isto apenas para começar com a “contradição”. Quanto ao mais, eu diria o seguinte: As três definições que você fez—Paradoxo, Mistério e Contradição—são realidades em suas definições filosóficas, etimológicas a até teológicas. Todavia, na Física elas não carregam toda essa fixidez. É obvio que aquilo que hoje é contradição poderá a vir a ser redefinido como paradoxo, já que a Física não trabalha com a categoria do Mistério, pois, nesse caso, pararia a sua busca de compreensão do que existe. É claro que contradição só existe para nós, e nós temos que aprender a lidar com elas, visto que muitas delas, embora contraditórias entre si, são inegáveis como fato real e utilizável por nós, tecnologicamente falando. A equação unificadora de todas as teorias é Cristo, em quem habitam todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento; mas isto eu sei pela Fé, não pela Física. Afinal, Nele tudo subsiste.